No dia 21 de abril de 2025, a Igreja Católica se despediu com muito pesar do Papa Francisco. Ele guiou os fiéis por mais de uma década. Durante a semana de 21 a 26 de abril, todos que estavam em Roma ou se dispuseram ir ao Vaticano, puderam participar do velório do então Pontífice e prestar suas últimas homenagens. O corpo do Papa Francisco foi sepultado na manhã de sábado (26), na Basílica de Santa Maria Maior, onde se encontra o Ícone da “Salus Populi Romani”, em português, Salvação do Povo Romano.
O Conclave iniciou-se no dia 07 de maio, com a Oração “Veni Creator” cantada na língua mãe da igreja – Latim. Após pedirem a luz do Espírito Santo, o cerimoniário disse “Extra Omnes” que quer dizer – “todos para fora”, deu-se então, na Capela Sistina, a escolha do novo Sumo Pontífice, o Sucessor de Pedro e o então Bispo de Roma. A ansiedade tomou conta dos fiéis que ocupavam toda praça de São Pedro, enquanto aguardavam a tão almejada fumaça branca entre um escrutínio e outro, sendo duas fumaças pela manhã e duas na parte da tarde.
Na tarde de 08 de maio, por volta das 13:30 no horário de Brasília, a tão estimada fumaça branca saiu pela chaminé da Capela Sistina. Um novo ciclo, uma nova fase, uma nova era marcava aquele dia na Igreja Católica Romana, O Vigário de Cristo foi eleito! E com isso, a Igreja não está mais sem um pai na fé, a Cátedra de Pedro não está mais vaga! Temos um novo Papa (Habemus Papam).
O eleito foi o Cardeal Robert Francis Prevost, que adotou como nome: Leão XIV. Norte-americano de Chicago, com uma intensa vivência pastoral no Peru, Prevost já havia morado em Roma nos anos 1980, quando se doutorou pela Pontifícia Universidade Católica de São Tomás de Aquino; e depois, nos anos 2000, quando atuou como superior geral de sua ordem, os agostinianos. Em 2023, nomeado por Francisco, assumiu o Dicastério para os Bispos, um dos mais importantes da gestão do catolicismo. Foi quando seu nome começou se tornar mais importante nos corredores do Vaticano.
“Tu és Pedro!” (Mt 16, 16-19). A sucessão apostólica, por meio da transmissão ininterrupta da autoridade e dos ensinamentos dos apóstolos pela imposição de mãos, garante que o papa — como sucessor de Pedro — não seja meramente uma figura administrativa, mas um elo vivo com Cristo ressuscitado, que continua a dirigir sua Igreja por meio do Espírito Santo.
Assim, sua eleição, mais que um ato humano, é obra da Providência Divina, que guia a Igreja mesmo em tempos em que os poderosos têm certeza de tudo. A certeza é a grande inimiga da unidade, é inimiga mortal da tolerância, nem mesmo Cristo estava certo ao final – “Meu Deus, meu Deus porque me abandonaste? ” (Sl 21), Ele gritou em sua agonia na cruz. A nossa “fé é a chama viva da nossa esperança”, porque ela anda de mãos dadas com a dúvida, se houvesse apenas certeza e nenhuma dúvida, não haveria mistério e nenhuma necessidade da fé, e confiamos sempre que “a esperança não decepciona” (Rm 5, 5). Portanto, o Conclave no qual o Cardeal Prevost foi eleito, representa não apenas a continuidade institucional, mas uma renovada resposta de fidelidade ao chamado de Cristo ao Ministério Petrino.
Nesse sentido, na homilia durante a Missa de início do seu Pontificado, Papa Leão XIV disse: “Fui escolhido sem qualquer mérito e, com temor e tremor, venho até vós como um irmão que deseja fazer-se servo da vossa fé e da vossa alegria, percorrendo convosco o caminho do amor de Deus, que nos quer a todos unidos numa única família”. Desse modo, rezemos pelo novo Pontífice, para que, estando nós, unidos em um só corpo, cuja cabeça é o próprio Cristo, estejamos em comunhão com o Papa Leão, que Deus o conserve em sabedoria e discernimento para governar a Barca de Pedro, guiando todos na fé católica que recebemos dos Apóstolos.