A história da Paróquia São Lourenço Mártir começa em 10 de agosto de 1891, data da primeira missa celebrada na cidade, de forma campal, no local onde hoje se encontra o Parque das Águas. A devoção logo se fortaleceu, e no dia 18 de novembro daquele mesmo ano, as senhoras da família Veiga tomaram a iniciativa de erguer uma pequena capela dedicada ao Senhor Bom Jesus do Monte.
Nascia ali a primeira expressão concreta da fé católica em nossa comunidade: a querida Ermida, que por décadas seria o centro espiritual da população local, acolhendo missas, procissões e orações silenciosas dos primeiros devotos que, com simplicidade e fervor, construíram os alicerces da vida paroquial.
Anos depois, em 23 de julho de 1927, o bispo coadjutor da Diocese da Campanha, Dom Inocêncio Engelke, visitava São Lourenço e celebrou missa na pequena capela do Bom Jesus. Ao fim da celebração, sensibilizado pelo pedido dos fiéis, decretou a criação da Paróquia São Lourenço, oficialmente instituída em 22 de novembro do mesmo ano. O primeiro vigário foi o Cônego Raimundo Corrêa, que iniciou o trabalho pastoral com zelo e dedicação.
Em 1932, os frades franciscanos da Província da Imaculada Conceição assumiram a paróquia. Coube a Frei Egídio de Assis a missão de construir uma nova igreja, ampla e acessível, capaz de acolher os crescentes fiéis. Com fé e criatividade, mobilizou a comunidade com a famosa “campanha do tijolinho”, onde cada fiel podia contribuir com um tijolo para a construção. A pedra fundamental foi lançada em 17 de março de 1935, com a presença de autoridades civis e religiosas, inclusive o então presidente da República, Getúlio Vargas.
A construção contou com dedicação voluntária dos fiéis e se desenvolveu ao longo de anos. Em 1961, a igreja foi sagrada por Dom Othom Motta. Em 2016, foi elevada à dignidade de Basílica Menor, reconhecimento que a insere no coração da Igreja Universal. E em 2019, foi tombada como patrimônio histórico municipal. Hoje, com arquitetura marcante que une traços bizantinos, góticos e coloniais, a Basílica guarda, no coração da cidade, a memória viva de uma fé que começou pequena — na Ermida — e cresceu com a união, generosidade e espiritualidade de um povo que soube transformar devoção em missão.