A Solenidade de Todos os Santos, celebrada no dia 1º de novembro, é um lembrete do nosso chamado universal à santidade e dia de celebrar a heroicidade de homens e mulheres que viveram neste mundo com o olhar voltado para o Alto. A veneração e intercessão desses amigos do céu acontecem desde os primórdios da história da Igreja, e honrando-os estamos também honrando em especial a Deus, que os santificou.
Os santos são, para nós, exemplos de vidas que se deixaram preencher pelo amor de Deus e buscaram viver o Evangelho de forma plena. Ao contemplarmos suas histórias, podemos enxergar essa realidade: pessoas que buscaram viver a vontade de Deus mesmo em meio às tribulações da vida diária, abandonando o egoísmo e colocando Nosso Senhor Jesus Cristo no centro de suas vidas.
É importante lembrarmos que esta forma de viver não é exclusiva dos santos, mas uma inspiração para que nós também busquemos viver a santidade ainda nesta vida. E para isso, podemos contar com a ajuda deles. São Josemaria Escrivá diz que “é preciso ter amizade com os amigos de Deus que já moram no Céu”, ou seja, conhecê-los, contar-lhes sobre nosso dia, nossas angústias, nossos medos, pedir-lhes conselhos e sua intercessão.
Essa amizade começa ao buscarmos conhecer suas histórias, suas dificuldades e virtudes, como viviam suas vidas para que fossem elevados à honra dos altares como Santos de Deus. Devemos cultivar com eles uma verdadeira amizade, seja por meio do amor às pequenas coisas, como Santa Teresinha do Menino Jesus, pela santificação do cotidiano, como São Josemaria Escrivá, ou pelo amor aos amigos, como São Maximiliano Maria Kolbe.
Que, a exemplo dos santos, possamos viver uma vida autêntica e verdadeiramente voltada para Cristo e, um dia, possamos dizer como São Paulo na Carta aos Gálatas: “Vivo, mas não eu, é Cristo que vive em mim” (Gl 2, 20).
Fonte: Padre Paulo Ricardo – Blog