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RESSURREIÇÃO

Aproxima-se a festa da Páscoa, e com ela, a alegria da Ressurreição e da vida nova que nos vem em Cristo Jesus. A Ressurreição é um dos conceitos-chave na Teologia.
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Por Cônego Marcos Menezes

3 de setembro de 2025

Aproxima-se a festa da Páscoa, e com ela, a alegria da Ressurreição e da vida nova que nos vem em Cristo Jesus. A Ressurreição é um dos conceitos-chave na Teologia. Cabe-nos perguntar: o que nos diz a Igreja sobre esta palavra fundamental da nossa fé? O Catecismo da Igreja Católica (CIC) nos diz que “a Ressurreição dos mortos foi revelada progressivamente por Deus a seu povo”. São tardias as afirmações sobre a ressurreição dos mortos no Antigo Testamento. Até os séculos III/II a.C. Israel não contava com vida real após a morte. Contudo a fé de Israel estava aberta para ela e a caminho dela.
A ressurreição dos mortos pode ser concebida de duas maneiras: a restituição de uma pessoa morta às condições da vida presente ou a dádiva ao morto de uma nova e permanente forma de vida. É a ressurreição no segundo sentido que é propriamente o objeto da crença bíblica. E é neste sentido que a ressurreição é plenamente revelada por Cristo Jesus. “É Jesus mesmo quem, no último dia, há de ressuscitar os que nele tiverem crido e que tiverem comido seu corpo e bebido seu sangue. Desde já, Ele fornece um sinal e um penhor disto, restituindo a vida a certos mortos, anunciando com isso sua própria ressurreição, que no entanto será de outra ordem” (CIC 994).
A Ressurreição de Jesus, portanto, é o princípio da ressurreição do cristão para a vida eterna de glória. O Pai que ressuscitou a Jesus ressuscitará também o cristão (2Cor 4,14). Jesus é a ressurreição e a vida e Ele ressuscitará no último dia aqueles que creem nele (Jo 11,25; 6,39-44.54). Mais uma vez recorremos ao Catecismo para lembrar: “Unidos a Cristo pelo Batismo, os crentes já participam realmente na vida celeste de Cristo ressuscitado, mas esta vida permanece ‘escondida com Cristo em Deus’ (Cl 3,3). Nutridos com seu Corpo na Eucaristia, já pertencemos ao Corpo de Cristo” (CIC 1002).

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