Ao longo da vida, ouvimos inúmeras vezes a palavra fé. Mas, apesar de tão repetida, nem sempre é verdadeiramente compreendida. Hoje, quero te convidar a refletir comigo sobre esse verdadeiro “superpoder” que o Senhor nos deu.
Afinal, o que é a fé? Muitos acreditam que fé é apenas crer em Deus, nos santos ou na ação do divino. Mas a Bíblia nos oferece uma definição muito mais profunda. Em Hebreus 11:1 lemos: “Ora, a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam e a prova das coisas que não se veem.” Ou seja, fé não é apenas acreditar em Deus: é a capacidade de confiar no que ainda não podemos enxergar, de sustentar a esperança mesmo quando o cenário parece desfavorável.
Jesus reforçou inúmeras vezes o poder transformador dessa confiança. Em Mateus 21:21, Ele afirma: “Em verdade vos digo que, se tiverdes fé e não duvidardes… até se a este monte disserdes: ‘Ergue-te e lança-te ao mar’, isso será feito.” Cristo nos lembra que a fé não é um simples sentimento; ela é força viva, capaz de mover o impossível.
Mas atenção: também acreditamos em coisas ruins. Se fé é acreditar no que não vemos, então a verdade é que todos nós vivemos pela fé, o tempo todo. A questão é: no que estamos acreditando?
Muitos de nós, sem perceber, nutrem crenças internas que não edificam. Carregam pensamentos como “não sou capaz”, “nada dá certo para mim”, “sou azarado”, “não mereço coisas boas”. E, assim como a fé constrói, a fé distorcida destrói. Quando acreditamos profundamente em algo negativo, damos poder a isso (e assim, criamos ídolos para tomar o lugar da Verdade de Deus em nossas vidas). É como se, ao invés de mover montanhas, estivéssemos erguendo barreiras dentro de nós.
Por isso, é fundamental examinarmos nossas crenças. Perguntar a nós mesmos: O que, dentro de mim, tem fortalecido minha fé? E o que tem minado minha esperança? A fé verdadeira nos aproxima de Deus, da visão de futuro, da coragem, da gratidão e da confiança. Crenças negativas, ao contrário, nos afastam da paz que Cristo nos prometeu.
2026 está chegando, e com ele, o fim do Ano Jubilar. Neste Jubileu, fomos lembrados de que a esperança não é simples otimismo, nem um desejo vago de que tudo dê certo. Esperança, para o cristão, é ancorar-se na promessa de Deus. É caminhar sabendo que Ele vai à frente, abre portas, cura feridas e transforma realidades. Por isso, ao encerrar este tempo de graça, somos chamados a examinar quais crenças nos aproximam dessa esperança, e quais precisam ser deixadas pelo caminho. Talvez seja hora de renovar a fé, limpar a alma de pensamentos que te limitam e abrir espaço para o que o Senhor quer realizar na sua vida.
Que este mês seja um tempo de reflexão, renascimento e esperança. Que sua fé seja luz, força e ponte para tudo aquilo que Deus sonha para você. Porque, como disse Jesus, “tudo é possível ao que crê”.