Em janeiro de 379 (d.C), um santo morre, o santo padroeiro da Rússia e Doutor da Igreja, São Basílio Magno. Homem esse que lutou pela fé em tudo, contra falsidades e contra o erro teimoso, assim como São Paulo o fez contra os que pregavam outro Evangelho, outro Cristo, outro Jesus.
Em sintonia, São Paulo e São Basílio Magno proclamaram e lutaram contra a mentira, seja contra os gnósticos de Coríntios, seja contra os Arianos.
Não há fé sem a verdade.
Além disso, o próprio São Paulo pré-conversão prova esse fato com sua perseguição aos cristãos, honesta em intenção, mas no erro, ainda que acidental.
O que nos leva ao diácono de Alexandria, Ário.
Quando Ário começa a espalhar sua doutrina de que Cristo não era Deus, perseguindo e matando os católicos, surge uma oposição, o Concílio de Nicea, que refuta e condena o erro teimoso do Arianismo.
Nesse contexto, surge São Basílio Magno, um dos mais ferrenhos opositores a heresia de Ário, com suas homilias e exortações, e mais importante, seu amor por Cristo e os pobres, expressos na sua vida de monge eremita.
Esse santo eremita desafia até mesmo o imperador romano Valente, apoiador de Ário, no entanto, mesmo convertendo uma parte significativa de Constantinopla para o Evangelho pregado por Pedro e Paulo, não consegue se estabelecer como bispo, devido ao ódio dos arianos por ele.
Desse embate entre a Fé Católica e o diácono que abandonou sua fé em Cristo, surge em especial o Credo, muralha para a fé, ainda que, normalmente o recitamos sem prestar atenção no seu conteúdo.
Por fim, ironicamente, a doutrina ariana foi revivida após o surgimento do Protestantismo, com aderentes nos Testemunhas de Jeová, Mórmons, entre outros.
Não tem como ter fé sem a verdade. Enfim, “quando alguém vos aparece pregando-vos outro Jesus, diferente daquele que tenho vós pregado. (…) Esses tais são falsos apóstolos, operários desonestos, que se disfarçam como apóstolos de Cristo”.
São Paulo, rogai por nós! São Basílio Magno, rogai por nós!